Precisei
Cada detalhe do seu rosto
Pesando tua ausência
Em minha saudade
Precisei
Nas entrelinhas da memória
Teus versos brancos
Em minha solidão
Precisei de ti quando foi preciso
E, agora que penso, dispenso
Tua voz sem melodia
Teus olhos sem razão
Cada detalhe em minha saudade
Nas entrelinhas da tua ausência
Rabisca em minha memória
Os versos brancos do teu rosto
Tão vazios, mas profundos,
Em que eu lia o próprio medo
Desejando ser loucura
Ainda mais do que verdade
Eu vou tecendo minha vida
Feito as palavras de um poema
Busco a rima outrora perdida
Nos quatro cantos dessa prosa
Para ler-me em poesia
E desbotar-me a solidão
Pois era tudo o que eu queria
Mas foi muita pretensão
Hoje, procuro de peito aberto
Estancar a dor com um sorriso
Pois o mundo é tão incerto...
Impreciso.
Mari, agosto 2012
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