terça-feira, 2 de outubro de 2012

Precisei

Precisei
Cada detalhe do seu rosto
Pesando tua ausência
Em minha saudade

Precisei
Nas entrelinhas da memória
Teus versos brancos
Em minha solidão

Precisei de ti quando foi preciso
E, agora que penso, dispenso
Tua voz sem melodia
Teus olhos sem razão

Cada detalhe em minha saudade
Nas entrelinhas da tua ausência
Rabisca em minha memória
Os versos brancos do teu rosto

Tão vazios, mas profundos,
Em que eu lia o próprio medo
Desejando ser loucura
Ainda mais do que verdade

Eu vou tecendo minha vida
Feito as palavras de um poema
Busco a rima outrora perdida
Nos quatro cantos dessa prosa

Para ler-me em poesia
E desbotar-me a solidão
Pois era tudo o que eu queria
Mas foi muita pretensão

Hoje, procuro de peito aberto
Estancar a dor com um sorriso
Pois o mundo é tão incerto...
Impreciso.




Mari, agosto 2012




















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