Que os pecados se perdoem
Que as dores dissolvam de tanto chover
Que a agonia se rompa
Em melodia quebrada
E que não haja mais motivos pra chorar
Que tua carne não definhe em vão:
Que seja espírito
E que seja livre
E que não seja só
Que não perca a vida sem encontrar
E que não se perca procurando
Mas se perca de vez em quando
Pois se perder é preciso.
E, se perder alguma coisa,
Que se guarde ou se esqueça
E não fique mágoa
E não fique mágoa
Que se deixe ser, se permita
E mude, se puder
Que se possa e se deixe poder
Que nunca se conforme
Crie sua própria música
Desenhe sua história
Sonhe enquanto acorda
Mude a rima
A favor da sua glória.
Mude a rima
A favor da sua glória.
Que outras línguas lhe confundam
No passo de humanos diversos
E que diversas lhe beijem
E lhe roubem poemas
Mas que suas linhas nunca se apaguem
Nunca se negue
Nunca se abandone
Nunca se enterre
Deixe sua essência evoluir como for preciso,
Quando for a hora
E se não for, invente.
Que mal existe em viver insanamente?
Mente louca, na razão que só ela entende.
Sejamos loucos pela cura, então.
Viva a insanidade, solução de um mundo doente.
maio, 2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário