Às vezes, me risco em teu abraço acolhedor
Aos braços do branco,
Brincando
De fazer caminhar
Palavras em minha história
E traçar meu destino,
Apunhalando o papel
Em desabafos e apelos
Então, apelo para o verso
Que reclama não ter par
Nessa dança,
Pois ainda não sei rimar
Paciência...
Num desapego, faço a pausa.
Seca a tinta,
Refresca a ideia.
E, na saudade,
Volto a manchar a folha em letras
Tento fazer nascer beleza
Tal qual eu sinto no mundo.
E, em sutil agonia de incerteza,
Num encanto contínuo
Desviando do óbvio
Em despedida sem querer partir
Desenho o fim em reticências...
{Mari Fernandes - 07/07/10}
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