terça-feira, 10 de novembro de 2009

Poesia

Vou te ler em poemas para dormir
e depois visitar teus sonhos,
para saber se me queres também.

Entre meus dedos escorrem desejos
enquanto carinho tua beleza.

Vou mudar o mundo pra você...
todos os sons serão música,
todas as pessoas serão de bem,

como nos sonhos que eu vejo em seus olhos
antes de se apagarem no sono.

Se essas palavras vagarem sem rumo,
sem eira, nem beira, nem amor,
faz-me sussurrá-las no teu coração

dizendo-te em declaração
o que é gostar de alguém.

Assim, me guarda em poesia
para que nós, um dia,
também possamos rimar.

Por que essa mente mente pra mim?
e me prega peças que não se encaixam?

Só queria fugir desse medo insano
que me atormenta
e me encontrar na sua história.

Mas fico passeando
por essa corda bamba

que soa acordes de um solo
em que acordo
quando caio no chão

sem dó, sem dor, de joelhos,
implorando explicação.

Por que dessa vida sem rimas?
Por que essa alma chora
quando deve cantar?

Sei que não existe resposta...
E não posso te esquecer assim,

sem ao menos levar um verso
dessa poesia que leio em seus olhos.

E essa melodia que entonam
as batidas desse cândido coração
quase me faz perder o medo.

Quem nunca assoprou palavras ao vento,
só pra saber em quem iriam pousar?

Se essas palavras vagarem sem rumo,
sem dó, nem piedade, nem paixão,
faz-me lembrar-te da solidão

dizendo-te sem medo
o que é gostar de alguém.

Assim, te aguardo em poesia
até que nós, um dia,
também possamos rimar.


[mfp]

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