quarta-feira, 22 de abril de 2009

Amantes Errantes

(Os Amantes - René Magritte)



Malditos sonhos que nos separam...

Mas o que são seus beijos rosados sem os meus?

São palavras que vagam sem rumo

tentando encontrar outra boca que as escute com a razão que a emoção não pode ter.

E, se por um instante, eu disse "te amo",

é porque, por alguma razão, eu deveria dizer

É porque meus lábios precisavam fazer sentido em outros lábios

É porque não sei viver sem você.



Se, por algum instante, você pensar que é para sempre,

meu bem, não se iluda nunca mais!

Porque não temos o direito de nos acorrentar

tão cedo, tão jovens, tão cegos

Cegos lábios...

que ousaram um dia ver amor em alguém

que ousaram cantar a canção

que não se vê

que só se vê nos sonhos



Malditos olhos que se cegam

Que verdades óbvias nos negam

Que só sabem te olhar...

Malditos inocentes,

pois não sabem a dor que é amar...



Malditos sonhos, malditos sejam

Malditos sejam esses sonhos tão reais...



Malditas mãos que escrevem sem pensar...



E, hoje, as mesmas mãos que lhe tocaram

lhe odeiam, só de imaginar....



Mãos que lhe arrancaram melodias

em plena noite de luar,

noite dos amantes que esqueceram o dia...

naquela esquina em que prometestes me amar,

naquele beco do meu coração,

atrofiado por te querer demais.



Em que esquina eu me perdi de você?

Talvez meu choro virasse música,

como num uivar dos solitários



Malditos solitários

que não sabem

que nunca, nunca estiveram tão só



E o que será de mim sem você para me inspirar?

para inspirar, respirar

e respirar amor...?




[MFP] - 23/04/09

3 comentários:

jessy disse...

lindo....
é seu esse poema?

Mari Fernandes disse...

uhum ^^
brigada =D

Matheus Moreto disse...

AHÁÁÁ! show de bola, mari! viu, não sou só eu que pago pau pra suas coisas! E esse ae é o original...o meu é pirata xD

beijão!